Direção do Cine PE lamenta morte de José Wilker, um dos homenageados deste ano

O ator, diretor, escritor, crítico e produtor José Wilker faleceu na manhã deste sábado (5) no Rio. Segundo o portal G1, ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas a suspeita é de que ele tenha sofrido um infarto. O ator, que estreou como diretor de cinema no Cine PE do ano passado com o longa-metragem Giovanni Improtta, é um dos homenageados do festival este ano.

José Wilker nasceu em 20 de agosto de 1946, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. Ao longo de sua carreira, participou em 60 filmes, atuou em 50 novelas e minisséries de televisão. Leia mais sobre o perfil no site Memória Globo http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/jose-wilker.htm

"A Direção do Cine PE, surpreendida com a confirmação da morte de José Wilker, ator e diretor de TV, Cinema e Teatro, lamenta profundamente o ocorrido. O mesmo havia sido confirmado recentemente como um dos homenageados do Festival, em solenidade marcada para o próximo dia 2 de maio. Evidentemente, uma honraria que lhe seria concedida pelo Cine PE, pela carreira exitosa que teve ao longo da sua vida profissional, em particular, no cinema.
José Wilker, que teve em Pernambuco, pelo seu engajamento cultural, uma passagem brilhante, também fez parte da história do nosso Festival. Aqui esteve algumas vezes como integrante de equipes de atores dos filmes exibidos. Mas, também esteve como apresentador do Festival e aqui fez a sua estreia como Diretor de Cinema, no ano passado, com o seu filme “Giovanni Improtta”, produzido por Cacá Diegues. Recentemente, ao receber o convite pela homenagem do Cine PE 2014, revelou sua imensa satisfação e alegria pelo reconhecimento, justo do Festival com o qual ele mantinha uma enorme identidade. Enfim, um relacionamento fraterno que, neste momento de profundo pesar, deixa-nos sem muitas palavras, que seriam necessárias para adensar ainda mais o mérito que lhe compete.
Agora, mais do que nunca, sua homenagem permanece, da forma que planejamos e no dia que combinamos. Não terá a emoção que desejaríamos, pela alegria de estar conosco, mais uma vez. Mas, certamente será marcante pela dimensão do homem e da sua obra”. Por Sandra e Alfredo Bertini.