“Falta incentivo para o cinema infantil”

A apresentação do longa-metragem O Menino no Espelho, ontem à noite, no palco do Cine PE, no Teatro Guararapes, foi marcada pela emoção. O diretor mineiro Guilherme Fiuza Zenha disse que estava “com o coração na boca e as mãos trêmulas de nervosismo” porque aquela era a estreia do filme no País num festival “que é um pouco a minha casa”.

Ao lado do produtor e também roteirista do filme André Carreira e dos atores Mateus Solano, Davi Hood e Murilo Quirino, dedicou a sessão ao amigo e ator José Wilker e registrou um agradecimento especial ao documentarista Eduardo Coutinho, falecido recentemente.

Num breve discurso, Mateus Solano falou que foi um prazer participar de um filme que fala de infância e ressaltou “a falta de políticas de incentivo fora do eixo”. O diretor completou, destacando a ausência de incentivo para o cinema que aborda o gênero infantil.

O filme O Menino no Espelho, uma adaptação da obra do escritor Fernando Sabino, conta a história do menino Fernando numa infância inventiva, repleta de liberdade, marcada pela amizade, brincadeiras e aventuras. Ele vê sua fantasia tornar-se realidade quando seu reflexo no espelho ganha vida gerando Odnanref. O elenco é formado por Lino Faciolli (Fernando/Odnanref), Mateus Solano (Domingos), Regiane Alves (Odete), Gisele Fróes, Laura Neiva, entre outros.  

Produtor e realizador, Guilherme Fiúza Zenha atua na produção Audiovisual desde 1993. Produziu os filmes Depois Daquele Baile, de Roberto Bomtempo, Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, e o bem sucedido curta Os Filmes Que Não Fiz, de Gilberto Scarpa. O ano de 2004 marcou sua estreia como diretor de ficção com o curta-metragem Fui!!!, e, em 2008, dirigiu 145, episódio do longa-metragem 5 Frações de Uma Quase História.