Noite de “sertanejices” no 20º Cine PE

Destaque na quinta noite do 20º Cine PE, que acontece no Cinema São Luiz, o documentário “Danado de Bom”, de Deby Brennand, foi aplaudido de pé pelo público. O longa traz a história de João Silva, autor de mais de 3 mil músicas, e parceiro do Luiz Gonzaga, compondo sucessos como “Pagode Russo”, “Nem Se Despediu De Mim”, e a que deu nome à película, entre outros. A narrativa traça a trajetória do menino que saiu de Arcoverde, no Agreste, e se tornou um dos principais compositores brasileiros. João e suas “sertanejices” – termo criado por ele – arrancaram gargalhadas da plateia, que se emocionou com o doc. Deby disse que a sugestão de produzir o documentário veio de Roberta Jansen, que era produtora de João. “Quando o conheci, via que sabia várias de suas músicas, mas não sabia que eram dele, não sabia da grandeza que ele tinha”, comentou. Segundo ela, o filme levou 10 anos para ser feito. Entre os depoimentos, o de Dominguinhos, Josildo Sá e Elba Ramalho. “Viajei para Fortaleza para entrevistar Dominguinhos e, na volta, encontrei Elba no avião. Aí pedi para ela dar um depoimento, e ela aceitou”, contou a cineasta. O homenageado infelizmente não chegou a ver o trabalho: João Silva faleceu em 2013. Quem também brilhou foi a atriz e diretora paraibana Marcélia Cartaxo, mesmo sem estar presente por motivos de outros compromissos profissionais. Ela é a protagonista do curta “Maria”, dirigido por Carol Correia. “A narrativa aborda a objetificação do corpo da mulher, e as consequências do passar do tempo”, explicou Carol. Segundo ela, a história foi inspirada na obra de Severina Branca, ex-prostituta, analfabeta e poetisa do Sertão do Pajeú. “Severina não teve como vir porque é idosa e está debilitada, mas vou levar o filme para ela assistir”, afirmou. Outra participação de Marcélia foi com o curta “Redemunho”, que dirigiu. A trama, filmada no interior da Paraíba, é baseada em um conto de Ronaldo Correia de Brito, e conta a história de uma família em decadência, onde a Mãe (Catarina Macrina), tenta explicar para o filho Leonardo Bezerra, que seu irmão mais velho morreu e que sua esposa o largou para ir embora com um grupo de ciganos que passou pela região. “Gosto De Carne”, de Álvaro Severo e Everton Maciel, trata do caminho que a carne faz até a mesa do consumidor, mostrando a crueldade na forma que os animais são mortos e as péssimas condições em que crianças e adultos trabalham no abate de vacas e porcos. “Quisemos trazer uma proposta voltada para a defesa dos direitos dos animais, dos direitos humanos”, falou Everton. Quem encerrou a noite foi “Vampiro 40 Graus”, de Marcelo Santiago, na mostra de filmes hors concurs. Adaptação da série do Canal Brasil “Vampiro Carioca”, o longa-metragem narra a saga do vampiro Vlak, interpretado por Fausto Fawcett, um traficante de “pó vampírico” no Rio de Janeiro, uma metáfora à situação do submundo carioca.

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Noite de “sertanejices” no 20º Cine PE

Destaque na quinta noite do 20º Cine PE, que acontece no Cinema São Luiz, o documentário “Danado de Bom”, de Deby Brennand, foi aplaudido de pé pelo público. O longa traz a história de João Silva, autor de mais de 3 mil músicas, e parceiro do Luiz Gonzaga, compondo sucessos como “Pagode Russo”, “Nem Se Despediu De Mim”, e a que deu nome à película, entre outros. A narrativa traça a trajetória do menino que saiu de Arcoverde, no Agreste, e se tornou um dos principais compositores brasileiros. João e suas “sertanejices” – termo criado por ele – arrancaram gargalhadas da plateia, que se emocionou com o doc.

Deby disse que a sugestão de produzir o documentário veio de Roberta Jansen, que era produtora de João. “Quando o conheci, via que sabia várias de suas músicas, mas não sabia que eram dele, não sabia da grandeza que ele tinha”, comentou. Segundo ela, o filme levou 10 anos para ser feito. Entre os depoimentos, o de Dominguinhos, Josildo Sá e Elba Ramalho. “Viajei para Fortaleza para entrevistar Dominguinhos e, na volta, encontrei Elba no avião. Aí pedi para ela dar um depoimento, e ela aceitou”, contou a cineasta. O homenageado infelizmente não chegou a ver o trabalho: João Silva faleceu em 2013.

Quem também brilhou foi a atriz e diretora paraibana Marcélia Cartaxo, mesmo sem estar presente por motivos de outros compromissos profissionais. Ela é a protagonista do curta “Maria”, dirigido por Carol Correia. “A narrativa aborda a objetificação do corpo da mulher, e as consequências do passar do tempo”, explicou Carol. Segundo ela, a história foi inspirada na obra de Severina Branca, ex-prostituta, analfabeta e poetisa do Sertão do Pajeú. “Severina não teve como vir porque é idosa e está debilitada, mas vou levar o filme para ela assistir”, afirmou.

Outra participação de Marcélia foi com o curta “Redemunho”, que dirigiu. A trama, filmada no interior da Paraíba, é baseada em um conto de Ronaldo Correia de Brito, e conta a história de uma família em decadência, onde a Mãe (Catarina Macrina), tenta explicar para o filho Leonardo Bezerra, que seu irmão mais velho morreu e que sua esposa o largou para ir embora com um grupo de ciganos que passou pela região.

“Gosto De Carne”, de Álvaro Severo e Everton Maciel, trata do caminho que a carne faz até a mesa do consumidor, mostrando a crueldade na forma que os animais são mortos e as péssimas condições em que crianças e adultos trabalham no abate de vacas e porcos. “Quisemos trazer uma proposta voltada para a defesa dos direitos dos animais, dos direitos humanos”, falou Everton. Quem encerrou a noite foi “Vampiro 40 Graus”, de Marcelo Santiago, na mostra de filmes hors concurs. Adaptação da série do Canal Brasil “Vampiro Carioca”, o longa-metragem narra a saga do vampiro Vlak, interpretado por Fausto Fawcett, um traficante de “pó vampírico” no Rio de Janeiro, uma metáfora à situação do submundo carioca.

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