Curta-metragem carioca é ovacionado durante 1ª noite do Cine PE 2018

Curta-metragem carioca é ovacionado durante 1ª noite do Cine PE 2018

Curta-metragem carioca é ovacionado durante 1ª noite do Cine PE 2018

A produtora cultural Sandra Bertini deu início, na noite desta quinta-feira (31) à 22ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual. Com o Cinema São Luiz lotado, o festival exibiu os curtas-metragens “Dia-Um”, animação pernambucana dirigida por Natália Lima; “O Consertador de Coisas Miúdas”, de Marcos Buccini; “Sob o Delírio de Agosto”, ficção de Carlos Kamara e Karla Ferreira; e “Abismo”, de Ivan de Angelis.

Aplaudido de pé, o documentário em curta-metragem “Marias”, da carioca Yasmim Dias, foi um dos grandes destaques da noite. No filme, Yasmim acompanha a dor de cinco mulheres que sofreram um relacionamento abusivo – sendo uma delas sua própria mãe, morta a sangue frio pelo companheiro. Emocionada, a carioca explicou que compartilhou sua história para que outras mulheres não passem pelo mesmo sofrimento: “Eu transformei a minha dor em arte”, pontuou enquanto foi ovacionada.

Para Sandra Bertini, um dos maiores feitos desta edição foi o número de filmes inscritos: “Recebemos um total de 503 obras de todo país. Acho que esse número representa a importância do festival. É um símbolo de prestígio e reconhecimento nacional”. Dentro da Mostra de Filmes Hours Concours, foi exibido o curta-metragem “Desculpe, Me Afoguei”, fruto de uma colaboração entre a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o estúdio libanês Kawakeb. Para encerrar a noite, o público pôde conferir em primeira mão a comédia “Mulheres Alteradas”, do diretor estreante Luís Pinheiro.

Kátia Mesel, primeira homenageada deste ano a receber o almejado Troféu Calunga, é reconhecida como a primeira diretora do estado­­ de Pernambuco. Em seu discurso de agradecimento, Mesel exaltou a alegria de viver um tempo em que o cinema se torna cada vez mais um espaço democrático. “Eu quero dedicar uma parcela dessa homenagem às mulheres, porque nesses 50 anos eu vi o foco mudar. 50 anos atrás, as mulheres no audiovisual eram basicamente as atrizes… Hoje em dia elas desempenham todas as funções dentro do mercado cinematográfico. Cinema não se restringe mais a um só gênero”, comemorou.

Nesta sexta-feira (1º) o evento segue com exibição do curta pernambucano “Uma Balada para Rock Lane”, além dos curta-metragens nacionais “Teodora quer dançar”, “Balanceia” e “Banco Brecht”. “Christabel” e “Os Príncipes”  integram a Mostra Competitiva de Longas-Metragens. As entradas são gratuitas.

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A manhã desta segunda (3) foi de sabatina para os diretores Fernando Gutiérrez, de José, Aline Van der Linden, de Entre Andares, e Felipe Arrojo Poroger, de Aqueles Anos em Dezembro. Os cineastas participaram da última coletiva da 21ª edição do CINE PE. As conversas deste ano aconteceram no Hotel Transamérica, em Boa Viagem, no dia seguinte à exibição de cada filme. Sempre enriquecedores e estimulantes, os debates foram abertos ao público e contaram não apenas com a presença dos representantes dos filmes que seriam entrevistados, mas também com outros nomes que participaram das obras integrantes da grade do festival.

Chico Amorim em debate mediado por Sandra Bertini. Foto: Lana Pinho/Divulgação

Entre os filmes debatidos estava um dos mais elogiados curtas-metragens desta edição, o documentário Aqueles Anos em Dezembro. Segundo a tela inicial da projeção, Aqueles Anos foi um filme que, por fatalidade da vida “não pôde ser executado”. “Até minha vó ficar doente, eu tinha um roteiro de uma ficção em que meus avós atuariam. Depois, quando as coisas mudaram, eu não sabia muito bem aonde ia dar”, explicou Felipe, que partiu de uma ideia inicial na qual tentaria resgatar a história do seu núcleo familiar a partir de cenas narradas pelos seus avós.

Quem também participou da conversa foi o diretor e roteirista Chico Amorim, que, ao lado da atriz Fabiana Karla, estreou o documentário em longa-metragem O caso Dionísio Diaz. Perguntado sobre seu relacionamento com a trama, o cineasta explicou que conheceu a história por meio do marido da comediante, Bruno Muniz: “O marido dela é uruguaio, então ela conheceu o caso e me chamou para dirigirmos juntos”.