Foto de Caco Ciocler, homem de pele clara, cabelos curtos e barba preta. Ele segura um microfone em direção a boca e veste um casaco marrom e uma camisa preta. Ele sorri. Ao lado dele, um homem bate palmas.

Caco Ciocler prestigia terceira noite do CINE PE, que reúne ficção e suspense no Teatro do Parque

O Cinema do Teatro do Parque, nesta quarta-feira (03), abriu as portas para mais um dia de programação do CINE PE 2026, que contou com mais uma rodada das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. A programação trouxe produções de Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro, transitando entre ficção, animação e suspense psicológico. O destaque da noite foi a presença do ator Caco Ciocler, que participou da exibição do longa-metragem “Resta Um”, dirigido por Fernando Ceylão.

O filme levou para a tela uma reflexão sobre os impactos das redes sociais, da exposição pública e dos julgamentos coletivos na sociedade contemporânea. A trama acompanha personagens envolvidos em uma competição virtual que transforma debates e opiniões em espetáculo, discutindo temas como cultura do cancelamento, polarização e a busca por validação em ambientes digitais.

Antes da exibição, o diretor Fernando Ceylão falou sobre a emoção de apresentar seu primeiro longa-metragem em um dos mais tradicionais festivais de cinema do país. “Fazer um filme é um pequeno milagre. Estou aqui apresentando meu primeiro longa, realizado com muita paixão pelo cinema”, afirmou.

Já Caco Ciocler destacou a importância do CINE PE para o audiovisual brasileiro e o caráter reflexivo da obra. “Esse festival faz parte do imaginário de qualquer cineasta, ator ou atriz. Estar nesta edição comemorativa com este filme é realmente emocionante. A gente não faz filme para responder nada. A gente faz filme para imaginar perguntas”, declarou o ator.

CURTAS – A programação foi aberta pelo curta pernambucano “Magritte”, dirigido por Tom Nogueira. A ficção apresentou ao público uma narrativa marcada por elementos simbólicos e por reflexões sobre identidade e percepção, abrindo a noite com uma produção que representa a força do cinema pernambucano contemporâneo.

Em seguida, foi exibida a animação mineira “TV Entreaberta”, de Mateus Compart. O curta chamou a atenção pela linguagem criativa e pela forma como dialoga com a memória afetiva construída em torno da televisão e da cultura audiovisual brasileira. A terceira obra da noite foi o curta gaúcho “O Véu”, dirigido por Gabriel Motta. A ficção apresentou uma narrativa marcada pelo suspense e pela construção de atmosferas, conduzindo o público por uma história de tensão e mistério.

O festival segue até o próximo domingo (7), com sessões gratuitas no Cinema do Teatro do Parque e programação paralela no Cinema São Luiz.