Foto de duas mulheres no palco do CINE/PE. À esquerda, a atriz Cláudia Abreu, mulher de pele clara e cabelos castanhos na altura dos ombros, veste um longo branco com aplicações florais em relevo. Ela segura um microfone e abraça Sandra Bertini, mulher de pele clara e cabelos castanhos na altura dos ombros, veste blusa vinho e saia bege. Ela segura um microfone e a Calunga Dourada. As duas estão sorrindo e abraçadas. Ao fundo, aparece parcialmente a identidade visual da 30ª edição do CINE/PE projetada no palco.

Cláudia Abreu recebe Calunga Dourada em noite de homenagem no CINE/PE

A atriz Cláudia Abreu foi a grande homenageada da 30ª edição do CINE/PE – Festival do Audiovisual na noite deste sábado (06), no Cinema do Teatro do Parque. A artista recebeu a tradicional Calunga Dourada, principal honraria do festival, das mãos da diretora Sandra Bertini. Emocionada, Sandra destacou que a escolha de Cláudia Abreu para a edição histórica foi construída com muito carinho por ela e Alfredo Bertini, realizador do evento.

“Eu estou muito feliz de estar aqui celebrando essa homenagem. Cláudia foi uma escolha feita por mim e por Bertini para esta edição tão especial dos 30 anos do festival”, pontuou a diretora, pontuando que a Calunga Dourada foi repaginada para celebrar os 30 anos do CINE/PE. “E hoje ela chega às mãos de uma artista escolhida com muito carinho para fazer parte desta história”, reforçou.

Ao receber a Calunga, Cláudia dedicou a homenagem ao casal responsável pela construção do festival. “Eu queria dedicar essa homenagem a eles dois e à perseverança de vocês”, declarou a atriz, arrancando aplausos do público. A artista também relembrou o convite que recebeu de Alfredo Bertini e destacou a importância simbólica de participar desta edição. “Eu me lembro até hoje do áudio longo, entusiasmado, carinhoso e caloroso que ele me mandou. Estou aqui por ele. Acho que este festival, simbolicamente, vai honrar a vida e o legado dele através do cinema e dos afetos”, afirmou.

Coletiva – Mais cedo, durante coletiva de imprensa, Cláudia falou sobre a emoção de receber uma homenagem pela trajetória artística e refletiu sobre sua relação com o cinema brasileiro. A atriz lembrou que optou por não renovar contratos longos na televisão nos anos 1990 para participar ativamente da retomada do cinema nacional após o fim da Embrafilme. “Eu tive uma intuição muito forte de que precisava estar livre para ser atriz de cinema. Fiz um filme atrás do outro e hoje, 30 anos depois, receber uma homenagem em um festival de cinema tem um significado muito especial para mim”, afirmou.

Ao longo da conversa com jornalistas, Cláudia também destacou que encara a homenagem como uma oportunidade de reflexão sobre as escolhas que construiu ao longo da carreira. “Você faz um inventário dos encontros, erros, acertos e das decisões que moldaram sua trajetória. Recebo essa homenagem com muita gratidão, mas com os pés no chão e com vontade de continuar trabalhando”, disse.

Exibições – Além da homenagem, a programação da noite contou com mais uma rodada das mostras competitivas do festival. O público acompanhou o documentário pernambucano “A Física dos Invisíveis”, dirigido por Camilo Soares, representando a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Pernambucanos. Na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais foram exibidos “João-de-Barro” (MG), dirigido por Daniel Jaber e Lu Damasceno, e “Punhal” (RJ), com direção de Clementino Júnior.

Encerrando a noite, o longa-metragem “Onde Estamos Seguros” (SP), dirigido por Thais Scabio e Gilberto Caetano, integrou a Mostra Competitiva de Longas-Metragens e levou ao público reflexões sobre pertencimento, relações humanas e os desafios do mundo contemporâneo.

Neste domingo (07), o CINE/PE chega ao último dia de sua 30ª edição com as mostras paralelas no Cinema São Luiz e a aguardada cerimônia de premiação, quando serão anunciados os vencedores do tradicional Troféu Calunga.