Cine PE exibe filme produzido pela organização Médicos Sem Fronteiras

Cine PE exibe filme produzido pela organização Médicos Sem Fronteiras

Cine PE exibe filme produzido pela organização Médicos Sem Fronteiras

A 22ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontece de 29 de maio a 4 de junho, traz para o Cinema São Luiz o curta-metragem de animação Desculpe, Me Afoguei, dirigido por Hussein Nakhal e David Hachby. Fruto de uma colaboração entre a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o estúdio libanês Kawakeb, a produção será exibida na noite do dia 29, quando acontece a abertura do festival.
Inspirado em uma carta que circulou nas redes sociais em 2015, o mote do filme é uma correspondência que teria sido encontrada junto ao corpo de um refugiado sírio que se afogou no Mediterrâneo. O curta de 6:35 minutos, narrado em árabe com legendas em português, fala diretamente sobre os sírios que tentam chegar à Europa fugindo da guerra que, desde 2011, já exilou quase 5 milhões de pessoas.
Problema generalizado no mundo, a rejeição experimentada por imigrantes acontece em outras regiões. Muito países, inclusive, vêm deixando de lado sua obrigação de oferecer proteção e assistência a quem foge de conflitos, perseguição e violência. Embora não se conheça a verdadeira origem do texto, ele exprime com perfeição o sentimento dos que fogem de suas casas em busca de segurança e encontram portas fechadas.
Integrante da Mostra Hors-Concours do Cine PE, a animação será exibida na mesma noite da estreia nacional da comédia Mulheres Alteradas, com as atrizes Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall e Monica Iozzi. A entrada custa R$ 5 (preço único).
Veja o trailer de Desculpe, Me Afogueihttps://www.youtube.com/watch?v=lfh1g1uGjqM
‘Espero Tua (Re)Volta’ é consagrado melhor filme do Cine PE 2019

‘Espero Tua (Re)Volta’ é consagrado melhor filme do Cine PE 2019

A 23ª edição do Cine PE chegou ao fim na noite deste domingo (4), no Cinema São Luiz, e consagrou o documentário “Espero Tua (Re)Volta” como o Melhor Longa-Metragem escolhido pelo Júri Oficial do evento. O filme, de Eliza Capai, reflete, a partir do olhar de três...

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CINE PE fecha ciclo de coletivas

CINE PE fecha ciclo de coletivas

A manhã desta segunda (3) foi de sabatina para os diretores Fernando Gutiérrez, de José, Aline Van der Linden, de Entre Andares, e Felipe Arrojo Poroger, de Aqueles Anos em Dezembro. Os cineastas participaram da última coletiva da 21ª edição do CINE PE. As conversas deste ano aconteceram no Hotel Transamérica, em Boa Viagem, no dia seguinte à exibição de cada filme. Sempre enriquecedores e estimulantes, os debates foram abertos ao público e contaram não apenas com a presença dos representantes dos filmes que seriam entrevistados, mas também com outros nomes que participaram das obras integrantes da grade do festival.

Chico Amorim em debate mediado por Sandra Bertini. Foto: Lana Pinho/Divulgação

Entre os filmes debatidos estava um dos mais elogiados curtas-metragens desta edição, o documentário Aqueles Anos em Dezembro. Segundo a tela inicial da projeção, Aqueles Anos foi um filme que, por fatalidade da vida “não pôde ser executado”. “Até minha vó ficar doente, eu tinha um roteiro de uma ficção em que meus avós atuariam. Depois, quando as coisas mudaram, eu não sabia muito bem aonde ia dar”, explicou Felipe, que partiu de uma ideia inicial na qual tentaria resgatar a história do seu núcleo familiar a partir de cenas narradas pelos seus avós.

Quem também participou da conversa foi o diretor e roteirista Chico Amorim, que, ao lado da atriz Fabiana Karla, estreou o documentário em longa-metragem O caso Dionísio Diaz. Perguntado sobre seu relacionamento com a trama, o cineasta explicou que conheceu a história por meio do marido da comediante, Bruno Muniz: “O marido dela é uruguaio, então ela conheceu o caso e me chamou para dirigirmos juntos”.

21ª edição do CINE PE é marcada por resiliência e novas formas de consumo

21ª edição do CINE PE é marcada por resiliência e novas formas de consumo

Passados todos os percalços que precisaram ser superados nos últimos meses até a concretização do CINE PE, a idealizadora Sandra Bertini fez um balanço sobre a edição deste ano na manhã desta segunda (3). Testado a ferro e fogo, o festival que está prestes a se encerrar carrega um saldo positivo. “Enquanto produtora, estou muito satisfeita com o evento. Da logística à qualidade de som, tudo funcionou: o hotel onde ficamos, minha equipe de produção, os restaurantes que nos atenderam, etc.”, comentou a diretora do festival. Em sua avaliação, Sandra destacou a boa frequência do público, que praticamente lotou o Cinema São Luiz em todos os dias e esgotou na pré-venda os ingressos da sessão da última quarta (28), e citou contratempos de âmbito natural, como as fortes chuvas que persistiram na capital pernambucana ao longo da última semana: “O evento foi bem frequentado, ainda mais se levarmos em consideração o tempo chuvoso que o cercou durante todos os dias de exibição”. “Estou satisfeita com os debates que conduzi aqui [no Hotel Transamérica, em Boa Viagem], satisfeita com os seminários, tudo o que a gente viu durante esses sete dias me agradou. Eu me sinto com uma missão extremamente cumprida”, pontuou.

Sandra Bertini, idealizadora do festival. Foto: Lana Pinho/Divulgação

A reunião que sucedeu a última coletiva do CINE PE foi acompanhada por jornalistas da imprensa local e nacional, além de diretores, atores e responsáveis por filmes que integraram a programação deste ano. Além de Sandra, esteve no palco o ator e cineasta brasileiro Bruno Torres, que faz parte da curadoria do festival. O debate corroborou com um tema que esteve em pauta em um dos seminários realizados na última semana: os novos conceitos de consumo, produção e exibição do audiovisual. Após dois adiamentos, algumas das obras selecionadas deixaram de ser inéditas, o que gerou dúvidas na crítica especializada. “Mas como podemos ter certeza do futuro dos festivais se a tecnologia existe e muda diariamente o mercado audiovisual?”, questionou Sandra. Como exemplo dessas novas demandas na produção cinematográfica, a produtora cita a polêmica que esquentou o 70º Festival de Cannes, quando o diretor espanhol Pedro Almodóvar se posicionou contra a presença de dois longas produzidos pela Netflix na disputa da Palma de Ouro, alegando que tais filmes jamais seriam vistos em tela grande. “Estamos percorrendo novas plataformas, novas formas de consumo e até de aprovação. As pessoas escolhem o que querem e quando querem através de um aparelho celular. Não dá para fingir que a tecnologia não existe, é necessário tentar novas formas”. A realizadora finalizou dizendo que, em sua maioria, mesmo os filmes que entraram em circuito nacional ainda não foram lançados no Recife, cidade que sedia o evento.

Produtora mediou coletivas durante a semana do CINE PE. Foto: Lana Pinho/Divulgação

Sobre a escolha da programação, Bruno Torres acrescentou que fez uma lista levando em consideração a qualidade dos filmes e a pluralidade das narrativas: “Eu me prendi às propostas de linguagens diferenciadas, para que pudesse municiar Sandra com um quadro que eu acreditava que poderia oferecer a um público diferenciado”.

Com uma grade de modo geral bem avaliada, até mesmo pelos críticos que já haviam assistido alguns dos filmes e expressaram prazer em revê-los, o CINE PE Festival do Audiovisual conclui seu vigésimo primeiro ano na noite desta segunda (3), com a apresentação dos vencedores dos troféus Calunga de Prata e a exibição hours concours do longa-metragem “Atum, Farofa e Spaghetti”, com os chefs pernambucanos Duca Lapenda, Joca Pontes e Saburó Matsumoto, além do premiado curta “Duas Mulheres”, de Marcelo Brennand.

SERVIÇO:
Solenidade de encerramento do CINE PE, às 19h30
Exibição do longa “Atum Farofa e Spaghetti” e do curta “Duas Mulheres”
Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 – Boa Vista, Recife)
Ingresso: R$ 5 (preço único)

Resgate pessoal e preservação histórica dão o tom da penúltima noite do CINE PE

Resgate pessoal e preservação histórica dão o tom da penúltima noite do CINE PE

O cinema, em especial o gênero documentário, tem o poder de resgatar o passado e revelar o presente. Na capital pernambucana, onde legados históricos e modernidade por vezes se embatem, a preservação de memórias pessoais e heranças coletivas constantemente voltam à tona. Foram esses temas que deram o tom da programação do CINE PE no último domingo (2) no Cinema São Luiz, no centro do Recife.

Público reunido na penúltima noite do CINE PE. Foto: Lana Pinho/Divulgação

Participante da Mostra Competitiva de Curtas Pernambucanos, o primeiro filme da noite foi o documentário Entre Andares. Dirigido por Aline Van der Linden e Marina Moura Maciel, o protagonista em cena é o edifício AIP (Associação da Imprensa Pernambucana): um prédio com dez andares abandonados e um cinema desativado na cobertura, um gigante ignorado em pleno coração do Recife. Sob um olhar crítico e poético, a película estimula uma reflexão sobre uma parte importante da cidade que está sendo esquecida, agregando também dimensões íntimas através do olhar de cinco personagens que têm ligações afetivas com o lugar. No palco, Aline narrou um pouco da trajetória do edifício, construído na década de 1950 e parcialmente desapropriado pelo governo de Pernambuco devido aos altos custos de manutenção e condomínio.

Fernando Gutiérrez no palco do Cinema São Luiz. Foto: Lana Pinho/Divulgação

Em seguida, o público conheceu a animação José, de Fernando Gutiérrez e Gabriel Ramos (DF). O diretor Fernando Gutiérrez manifestou seu carinho pelo festival, onde, há alguns anos, exibiu seu primeiro curta. Depois de algumas brincadeiras bem-humoradas sobre sua profissão, o animador exaltou a evolução do gênero: “A animação brasileira alça voos e já tem seu lugar marcado, não só no Brasil mas também no mundo. Este ano a gente já teve três longas distribuídos e tem mais um monte em produção, mais de vinte séries de TV estão nos canais.”
O terceiro encontro da noite foi com o emocionante Aqueles Anos em Dezembro, um diário audiovisual da história do diretor Felipe Arrojo Poroger. Com imagens gravadas por ele durante a infância, filmagens antigas e atuais de sua família, o filme tem o objetivo de resgatar a história do núcleo familiar, com uma poética homenagem a seus avós.

Por fim, Chico Amorim, diretor de O Caso Dionísio Diaz ao lado da também atriz e comediante Fabiana Carla, apresentou o documentário em longa-metragem que resgata uma trágica história acontecida em 1929 no povoado El Oro, Uruguai. Chico, que também é veterano do CINE PE, conta sobre o filme: “É um documentário experimental, feito no interior do Uruguai com uma história que estava perdida dentro desse interior e que a gente achou que deveria ser perpetuada”. “Como era uma história bem especifica de lá, a equipe técnica era toda do local, e a gente resolveu deixar o filme com a cara e a visão dessas pessoas e da terra, com a sensibilidade do local”, concluiu.
Às 10h da manhã desta segunda (3), no Hotel Transamérica, em Boa Viagem, serão realizadas as entrevistas coletivas com os responsáveis pelos filmes exibidos no domingo. Às 19h30 se dará o encerramento da 21ª edição do festival, com a exibição Hors Concours do curta Duas mulheres e do longa-metragem Atum, Farofa e Spaghetti, seguida pelas premiações dos filmes escolhidos pelo público e pelo júri oficial do CINE PE.

Hotel Transamérica sedia penúltima coletiva de imprensa do CINE PE

Hotel Transamérica sedia penúltima coletiva de imprensa do CINE PE

Aconteceu na manhã deste domingo (2) a penúltima coletiva de imprensa do CINE PE, no Hotel Transamérica, em Boa Viagem. A conversa aberta ao público começou pouco depois das 10h e contou com a presença do diretor do curta Autofagia, Felipe Soares, e Priscilla Botelho, responsável pelo figurino e som direto; o ator Guilherme Rodio, de Sal, e Luna Grimberg, cineasta à frente de O Tronco. Um dos maiores destaques do bate-papo foi a atuação de Arlindo Ferreira, pai de Felipe Soares e um dos protagonistas de Autofagia. “Meu pai é analfabeto, mestre de obra. Ele veio para Recife, voltou para Bezerros, trabalha na área rural, então ele tem essa pele ressacada e eu procurei bastante [por um ator], quando eu olhei, percebi: ‘é ele'”, comentou Felipe. Sobre a proposta de atuação, Felipe comentou: “Num momento a gente sentou na mesa, na casinha no interior, pra falar com ele. Foi difícil porque ele foi criado ali, machista, preconceituoso”. “Lembrei agora que quando apresentei o roteiro, a esposa dele derrubou um prato na pia. Parou e ficou aquela tensão”, brincou. Apesar do enredo, que acompanha uma relação entre um homem do campo e uma travesti, Arlindo apoiou a ideia do filho: “Ele me olhou e disse que confiava em mim”, contou Felipe emocionado.

Diretor e figurinista falam sobre “Autofagia”. Foto: Lana Pinho/Divulgação

Após o debate com os responsáveis pelos curtas exibidos no sábado (1º), a idealizadora do festival Sandra Bertini mediou um bate-papo com o diretor de Toro, Edu Felistoque. Na conversa estiveram em pauta os bastidores de um set de filmagem e os percalços habituais de se lançar um filme.